domingo, 22 de outubro de 2017

Concordam integralmente ou discordam em parte?




Em português de PORTUGAL, traduziria o texto original assim:

Acho insensato as mulheres quererem ser iguais aos homens. Elas são superiores e sempre foram. O que se der a uma mulher, ela o transformará em algo maior. Se lhe deres esperma, ela dará um bebé.  Se lhe deres uma casa, ela devolve-te um lar. Se lhe deres mantimentos, ela dá-te uma refeição. Se lhe sorrires, ela dá-te o seu coração. A mulher multiplica e amplia o que lhe é oferecido. 

Então, se lhe deres porcaria, prepara-te para receber uma tonelada de lixo!


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

10 pence


10 pence é o equivalente a 10 cêntimos.
Estava aqui e subitamente estabeleci uma correlação sobre o que se valoriza aqui no UK.

Dias antes de ser «dispensada» do emprego eu e a gerente fazíamos a contagem de dinheiro  da caixa (registadora) e no final tinha-a em baixo 10 «cêntimos». A gerente achou por bem comentar em meio de uma risada «foi um dia pouco movimentado, não fizeste muito dinheiro mas mesmo assim conseguiste perder 10 cêntimos». 

Eu lembrei da sua reacção no dia anterior. No dia anterior, no final da caixa feita, comentei: «Não pode ser. Eu dou sempre o troco certo!» ao que ela me respondeu, contente: «Portuguesinha, está tudo bem. São 68 cêntimos a mais. Não tem problema, ah?».

Para mim tanto é negativo se for para mais ou para menos. Se for para mais então até considero pior, porque pode significar que um cliente saiu insatisfeito. Mas isto «escapa-lhes» ao ver os cêntimos de lucro. O que sempre queria era ter a certeza que todo o cliente levou o troco correto. E ter a caixa no final do turno sem qualquer variância. Se isso não acontecesse cabe a mim saber porquê. Pode ser erro no troco ou erro do supervisor ao alterar algum produto que o consumidor desejou alterar. Naquele dia simplesmente soube que não existiu erro no troco, não recebi centimos a mais pelo que fiquei surpresa sem saber de onde apareceu a quantia em excesso. E não fiquei contente. A gerente, pelo contrário, ficou. 


Depois dela fazer o comentário dos 10 cêntimos que eu por saber o que faço sabia que faltavam, olhei para o bloco de anotações das caixas e reparei no resultado da contagem da caixa da pessoa anterior a mim. Tinha perdido 36 cêntimos (mais do triplo do «prejuízo») e feito quase metade da quantia de dinheiro que eu angariei naquele dia. 

Era tão óbvio que a sua reacção não fazia sentido que optei por nem argumentar. Não achei necessário. Por 10 cêntimos e pela caixa anterior...


Agora fico aqui a pensar se o comentário algo tendencioso não era já um indício de má vontade

Quando se quer implicar com alguém tudo serve de pretexto. 
Creio até que a implicância seja alimentada pela acção de alguns que ali se esforçavam para dar a entender que o meu trabalho era mal feito e que eu era incompetente. Bastaria um deles chegar perto dela e começar a "plantar" a ideia de que eu não era das pessoas mais lucrativas atrás do bar. 

Por acaso, a certa altura, dei conta que eles se importavam muito com isso. Então comecei a prestar atenção à quantia de dinheiro que fazia no final do turno e a espreitar a dos outros. E percebi que, de facto, até era das mais lucrativas. Por vezes, a mais lucrativa do dia. Mesmo quando «perdia» alguma clientela por me ocupar de TODO o trabalho e não ficar parada em prontidão a aguardar o próximo: Mesmo assim.  

Mas quando metem na cabeça que querem derrubar uma pessoa e se fazem «grupos»... aquilo é como um hobbie para eles. Um motivo que os une e que os satisfaz.

Estou de rastos emocionalmente, mas deveras contente por ter deixado aquele emprego e ter aquele tipo de gente pelas costas. Só espero que a seguir venha algo que eu mereça. Gente BOA! De trabalho não tenho medo. E dou o meu melhor. Só quero em troca gente decente, de boa índole e boa fé.

Temo é que isso seja esperar o impossível.



O tempo passa.
E o que não fiz está a tornar-se uma vida em si.
também o que não aprendi como se faz.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Pedrogão tem de fazer a diferença


Estou aqui a quilómetros de distância de Portugal e do que se passa lá. Mas o meu coração sente-se irrequieto com estas constantes notícias de incêndios. Pior: de pessoas mortas pelo fogo dos incêndios.


JÁ CHEGA, não???
Chega!


Parem de ser tão ineficazes no impedimento de mortes. Também oiço falar de incêndios em França e na Califórnia mas sem fatalidades! Até mesmo a de animais. Só existem prejuízos materiais então porque é que em Portugal fogo tem de trazer como consequência mortes humanas??

Chega!
Estou farta. Pedrogão jamais será esquecido mas jamais pensei que em três meses voltaria a ver noticiado a morte de mais umas tantas dezenas de pessoas igualmente queimadas vivas. Isto é inadmissível em pleno século XXI, com tantos recursos e tecnologia. Inadmissível. 

Estou que não posso.

Crónica da Manuela, do expresso. 
TODOS nós temos família algures nessa terra que arde. 
Todos que morrem somos nós também. 


domingo, 15 de outubro de 2017

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Fizeram-me uma «caminha»... um mal que vem para muitos bens??


Eu sei que esta história é "velha".
Existem «n» casos iguais em cada porta sim, porta não...
E eu, como não aprendo nunca, lá deixei que cá viesse bater à minha porta.

Disse num post anterior que fui «executada», no dia em que fez 50 anos do falecimento de Che.
Porque foi essa a data que escolheram para terminar o meu serviço. E foi mesmo terminado, ao estilo «exterminador implacável»: «desculpa mas, vais embora». 

Isto veio em consequência de uma queixinha que foram fazer à gerência. Aqui no UK como vos posso explicar? As coisas funcionam muito à base do queixume. A corda arrebenta sempre para o lado mais fraco. E se fazer queixinhas não é muito o hábito português, em inglaterra é algo bem visto. E esperam que o faças por tudo e por nada. Caso contrário, a culpa é tua, porque podendo tê-lo feito, não o fizeste. É a tua obrigação reportar qualquer coisa que te incomode ou que não esteja a ser bem feita. 

É assim que este país se safa: põe as responsabilidades nos ombros da própria mão-de-obra e põe todos a «espionar» uns e outros.

                                                         Image result for paz e serenidade

Há duas semanas atendi um cliente que não tinha identidade válida consigo. Percebi, só depois de a solicitar, que a pessoa tinha mais que a idade exigida para ser identificada: 25 anos. O problema é que já tinha solicitado e não se pode voltar atrás. O outro problema era a colega que estava atrás de mim. Era chiba. Daquelas que são o mesmo que tu lá dentro mas acham que mandam e são mais. Das sempre ansiosas para encontrar um pretexto para fazer a tal «queixinha». Eu não me apercebi disso e nesse mesmo dia, passado uma hora, estava a ser chamada ao escritório para prestar declarações num processo disciplinar por ter aceite uma ID inválida.

Eles NUNCA me confirmaram a identidade da chiba. Nunca mencionaram, recusaram-se a explicar como a situação chegou até o conhecimento da gerência, protegeram-na. Nem a vi a prestar depoimento, o que decerto teve de fazer. Esse documento do depoimento, se existe, nem me chegou às mãos no «dossier» que te entregam. A chiba nem se «sujou»... não deixou rastro ou provas, mas fez jogo imundo. Uma pessoa vai mal intencionada tentar prejudicar outra e, sabendo como isto aqui funciona, é bem sucedida. Porque aqui os britânicos são experts em proteger o próprio rabo. Têm centenas de anos de experiência como colonizadores que põem os outros a trabalhar e só ficam a mandar e a colher os frutos.

Isso souberam fazer bem: estruturar a sociedade de forma a que os próprios nunca fiquem a perder. Esperem pelo resultado final do Brexit, pois suspeito que vai espelhar bem esta tendência britânica.


Bom, mas a realidade é que acabei demitida. Sabem quantas vezes me apeteceu pedir demissão só nesta última semana? Uma porrada de vezes! E muito justificadamente: há outro chefe que faz bulling, segue-me até a sala do pessoal só para me vigiar, manda bocas que enervam, não deixa as pessoas respirar direito de tanto "estar em cima" e ele próprio age como um puto mimado e indisciplinado. Há ali muitos ingleses muito jovens e alguns velhos e frustrados a tentar te prejudicar porque no fundo não vão com a cara de nenhum estrangeiro. Sentir tudo isso fez-me desejar mandar tudo para o ar. Mas como sempre, não mandei. Aguentei.

(Aqui é onde faz sentido o post sobre o IDIOTA na testa).

E para quê? Dias antes quando pedi uns dias de dispensa, recusaram-se, porque não podem dispor pessoal, etc, etc. Quando quis ter férias no verão, recusaram-se, porque já estava tudo preenchido e não havia mais espaço para eu ter férias... Trabalhei sem descanso. 

Uma pessoa começa a pensar, principalmente se se vê subitamente com tempo para tal. Enquanto precisaram de mim, trabalhei que nem uma vaca leiteira. Passaram a Primavera e o Verão inteiro com muita falta de pessoal. Quem lá esteve a trabalhar nesses meses, como foi o meu caso, trabalhou não o dobro, mas o triplo. Principalmente por eles empregarem muitos que se recusam a fazer o mínimo. Então o trabalho que já é o dobro, triplica. Cheguei a fazer três coisas distintas em simultâneo. Atendo em média cerca de 500 clientes por dia. Posso atender 499 na perfeição. Se o 500º não ficar satisfeito, é sobre esse que me querem falar. Mas agora no Outono, já têm demasiado pessoal e vão meter mais... É fácil dispensar. Então dispensaram.

Tantos turnos de seis ou sete dias por semana, 10h, 10h e meia... Só não fiz mais porque aí entram as leis que os britânicos não podem quebrar para não se exporem como realmente são. Mas acreditem  que chegava a casa de rastos, sem energia para cozinhar sequer. É tudo comida congelada direita para o microondas, um pouco de youtube, dormir e acordar novamente para o trabalho. Este tipo de dedicação nem sequer é alvo de um «obrigado». Muito menos por escrito, como são a repreensões. Logo a seguir atrasei-me 5 minutos ao chegar ao emprego, dias depois aconteceu-me o mesmo mas foi 10 minutos e de imediato recebi mais um processo por andar a chegar atrasada. O fato de trabalhar muito e ficar mais tempo para terminar as tarefas impostas não é escrito em papel algum. 

E é esta história dos papéis com as falsas «nódoas» que me deixa frustrada. Se por alguma razão tenho de me sentir zangada comigo mesma, a razão é esta. Permiti que me demitissem e não me antecipei ao ato.


Não pensei que a consequência fosse o despedimento. Por pedir ID a uma pessoa com mais de trinta e sete anos... Também cometeria um crime, se não pedisse ID e a pessoa tivesse menos de 25 anos. Embora qualquer uma desde que tenha 18 possa beber! Portanto, fica-se muito limitado à capacidade de «adivinhação» em torno dos 25 e nem todos aparentam a idade que têm. A maioria dos colegas atrás do bar não se preocupam com isto. Quase só pedem ID se a pessoa tiver ar de miúdo. E por isso, mais uma vez, por agir mais próximo das regras, aumento substancialmente as hipóteses de me prejudicar. Como boa portuguesa que sou, tenho presente que se não fiz nada intencionalmente errado, muito pelo contrário, pensei estar a zelar pelo cumprimento desta regra, não tenho o que temer. Mas é "contra a lei" aceitar um documento inválido (fotocópia, foto, etc) logo, ao fingir fazê-lo para poder servir um cliente com mais que idade para consumir álcool, cometi um «crime» - de acordo com o que me foi dito. E por isso tornei-me uma pessoa de risco, que a empresa não pretende manter em serviço. Fui dispensada de imediato e não poderei voltar a ser contratada, por causa do motivo da dispensa. E é aqui que me recrimino. Permiti que me «lixassem» a vida e até futuras candidaturas a empregos semelhantes. Não mereço «nódoas» para as quais não contribui significativamente para as ter. Aqui pedem referências por ficheiro electrónico e perguntam apenas a razão pela qual a pessoa deixou o emprego. Demitiu-se ou foi demitida? E se eles só olharem para essa caixa? A razão, o fator humano nisto tudo... é descartado.

Andam tantos ali que são autênticos bullies, pessoas agressivas, preguiçosas e más, Contudo, não creio que estas sejam dispensadas de forma a não poderem voltar a trabalhar na empresa. O tal bullie que me infernizou a vida ao perceber que ia ser demitido, pediu demissão primeiro e não mais lá meteu os pés. Eclipsou-se. E de tão «importante e indispensável» que se julgava ser, passou a não fazer falta nenhuma, a nem sequer ser mencionado por ninguém e, ao que sei, deixou de ter ali amigos. Mas ao candidatar-se a outro emprego, o que vai aparecer é: "trabalhou 2 anos e demitiu-se". A agressividade, o autoritarismo, tudo o resto que nos faz seres humanos, fica de fora do CV.

Eu sei como trabalhei ali e não tenho nada de que me envergonhar. Acabou e o que fica é a sensação de orgulho. Dei muito de mim, dei tudo, servi bem a muitos, não me fiz de preguiçosa e a «paga» até foi a contracção de uma doença de pele - muito comum de acontecer a quem realmente trabalha e não fica "só a a ver".  


Quanto à chiba que não teve coragem de dar o rosto à palmatória, se o mundo for justo, o que ela planta vai colher. Fica guardado e um dia vai cair-lhe em cima com o peso de uma tonelada. Podia ter-me alertado, ter sido uma boa colega. Ao menos dizia que ia reportar o caso. Mas não... E nos dias seguintes até conversou comigo mais do que em todos os meses anteriores. Fingindo-se de amiga. Mas não me enganou. Uma pessoa que por causa de um copo com chá foi fazer queixinhas ao supervisor inventado que eu saí de perto dela furiosa por ela não me ter cedido um chá... Uma pessoa que faz queixa disto, não ia desperdiçar uma oportunidade de ouro como a que lhe caiu no colo.


E é por esta e por outras que eu sinto que este é um mal que veio para o meu bem.
Eu não me demiti, quando fui tantas vezes mal tratada ali dentro. Primeiro por um bulling que entretanto saiu. E já estava novamente a aceitar maus tratos de um segundo. Se viesse um terceiro... O destino fartou-se da minha passividade e interveio. Para me punir por não ser eu própria capaz de colocar um ponto final nas realidades que deixam de ser positivas.  


Existiu um certo alívio. Agora desabafo, porque preciso, mas depois vou à procura de outro e este não pode nem deve mais ocupar o meu pensamento. É desperdício de tempo. Nós somos nómadas. Isto de estar sempre a viver no mesmo sítio é coisa do passado, coisa de privilegiado que consegue emprego fixo no mesmo lugar. A lição que eu tenho de tirar daqui é que preciso de aprender a me defender. A atacar. Não creio que aprenda essa lição nunca... Não sozinha. É o tipo de lição que se aprende com auxílio da prática e clarificação de terceiros, detentores da experiência e a visão que a minha natureza me impede de ter. Pediram-me para não comentar o caso com ninguém quando me chamaram naquele dia e eu assim o fiz. No momento da dispensa, perguntaram-me porquê não tinha trazido uma testemunha... Como, se fui proibida de comentar o caso?? 

A minha natureza é boa demais... Vai sempre inclinar-se para «não pensar o pior» das pessoas. Para o «aguentar» qualquer agressão que me atirem.

E por vezes não é para aguentar, é para quebrar mesmo!
Mas e se «quebro» com as pessoas erradas? E se cometer uma injustiça?  - fico a pensar. Penso demasiado. Esta forma de ser permite que outros «façam-me a cama» fácil, fácil. E me entalem quantas vezes o permitir. 

Pensam que eu maltratei a pessoa que me chibou? Não... Falei normalmente e até a cumprimentei na rua! Sou parva, certo?

Preciso urgentemente de uma amigo/a do peito que me abra os olhos!!
Sozinha não vou lá.
Algum candidato a esta tarefa herculana? D

Ser «abre-olhos» laboral da portuguesinha...
Tarefa herculana!

Adenda: Entretanto passaram-se uns dias e tenho-me sentido mal. Não por causa da perda daquele emprego, mas pelo facto de estar desempregada. Isso traz recordações sensitivas traumatizantes. O que passei enquanto tentei arranjar emprego deixou marcas perpétuas, que não saram. Ter um minuto de tempo para fazer o que me apetece não é mais uma benção, é tortura. Tento meter lógica nisto, dizer a mim mesma que só se passaram umas 48h... mas no passado também eram só uns dias que viraram anos. Esse trauma tem uma repercussão emocional que me afeta bastante, a todos os níveis.

A chiba - uma miúda/graúda que até ontem andava na faculdade a ser sustentada pelos pais, num curso que nunca mais terminava nem pretendia terminar, mora com os progenitores. Não contribui financeiramente para o seu próprio sustento, não sabe o que é ser independente, ter de lutar sozinha para pagar todas as contas, um médico, o dentista, a renda da casa, o telemóvel, a alimentação enquanto os sonhos determinam que tente economizar algo para no futuro poder ter uma casa ou um carro, uma vida melhor... Ela desconhece estas experiências e o que significa andar nesta luta faz décadas. Esta chiba que ainda mama nas tetas paternas e sonha em se juntar a um homem que a sustente com luxo, deve andar a sorrir de contentamento. Sem reflectir nas implicações do seu gesto vil.

Entretanto fiquei mais tranquila quando fui a uma loja perguntar se estavam a aceitar candidaturas. Aqui há muita procura. Principalmente agora, quase no Natal. Notei, pela reação da gerente, que lhe agradei. "Pode trabalhar por turnos?" - "Sim". "Mesmo noturnos?" - "Sim". "Fins-de-semana" -"Sim".

E então percebi que estava a candidatar-me a MAIS um emprego de escravo...

A reacção da gerente devolveu-me algum ânimo, porque percebi que o desemprego dificilmente será duradouro. Mas ela também deixou escapar - revirando os olhos - que ali o trabalho era "maluco" (desorganizado) e árduo. Sinceramente, não quero mais do mesmo. A pesar de se tratar de uma loja aberta 24h e muito movimentada,  pensei que o trabalho seria «menos duro» por não incluir limpezas. Ou melhor... eu penso que não inclui. Provavelmente estou muito enganada. E se calhar, não inclui o levantar de muitos pesos... Mas também devo estar bastante enganada. Os trolleys com os produtos que eles carregam (que ainda por cima são péssimos nas rodas) não páram de circular. Uma loja aberta 24h por dia requer constante rotação de stock.

A gerente logo me perguntou se eu já tinha muitas entrevistas marcadas. Disse-lhe que tinha começado a procurar fazia dois dias. O rosto dela iluminou-se. Senti que pretendia «agarrar» a pessoa antes que ela pudesse escapar para outros empregos.

Mas também percebi que devo tentar outro tipo de funções. E não ficar presa nestas, que empregam fácil mas destroem uma pessoa fisicamente. Outra coisa que percebi é que, se não estiver contente, posso e devo pedir demissão. Por conhecer o gosto ácido do desemprego de longa duração, é um caminho que sempre me é quase impossível seguir. Só de pensar pronunciar essas palavras... cada vez que senti vontade, mudava de ideia. Porém, a lição que tirei deste último volta a ser a mesma que já tirei no passado: temos de seguir os nossos instintos. Ninguém é indispensável. Qualquer empresa dispensa-te num segundo sem hesitar. Amanhã já foste esquecido/a. O funcionário não deve ter problemas de consciência por desejar deixar de executar funções. Será substituído num piscar de olhos. Esse é o seu valor.


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

What an Idiot!!






Não está, mas devia estar!
Para eu mesma me lembrar do quão IDIOTA consigo ser.



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Faz hoje 50 anos...


...que Che Guevara foi executado.


Coincidentemente, também foi hoje que fui «executada».
Novos ventos terão de soprar.
Vamos a ver se escolho bem o rumo que quero tomar.