domingo, 20 de agosto de 2017

Os Gregorianos já foram um hit


Não sei se é a Sara Sampaio mas apeteceu-me partilhar


sábado, 19 de agosto de 2017

Novo inquilino escolhido


Sabem aquela pessoa de que queres te despedir mas cada vez que fazes isso ela volta atrás e inicia um novo tema de conversa? Só após passar para aí cinco vezes mais tempo do que aquele que podias imaginar, é que essa despedida que já vai para aí na décima, é eficaz e a pessoa vai?

Pois vai ser esse indivíduo o novo inquilino da casa.


Sinto um pouco de tristeza sobre quem recaiu a preferência da senhoria. Queria tanto uma pessoa que gostasse de meter mãos à obra nas limpezas! Existiu um candidato que me pareceu a pessoa certa. Mas ela é quem escolhe - a pesar de não lhe interessar os conhecer pessoalmente. Escolheu com base na profissão, é previsível. Aquele que lhe parecer a aposta mais segura é aquele que ela geralmente escolhe. 

Foi por isso que me rejeitou, quando cá vim pela primeira vez. Preferiu o candidato «seguro», - o rapaz com referências e com um trabalho fixo numa empresa de renome. Só que este escolhido não cumpriu o prometido e deixou de dar notícias. E foi assim que aqui a portuguesinha - sem eira-nem-beira e com a sua valise de carton conquistou o seu cantinho para morar.


Eu fui a melhor pessoa que ela podia ter tido a sorte de ter como inquilina. Há boa fama de uma Linda de Sousa, excepção feita para as cantorias, a senhoria já percebeu que eu cuido bem da casa e gosto de manter os espaços arrumados e melhorados. 


E esse é o segundo aspecto pelo qual a minha tristeza é ampliada.
Não me pareceu que este novo candidato vá satisfazer nesse requisito. E com os outros dois que me restam a falhar neste campo, sinto que já perdi a batalha. Tenho um motivo forte para essa suspeita. Além dele não ter mostrado grande interesse no tema limpezas, a certa altura da conversa incomodou-me o cheiro que vinha das suas roupas. Um odor a falta de cuidado, de roupa suja e de corpo pouco lavado.

Posso estar a ser precipitada e decerto que se trata de uma avaliação com base na primeira impressão. Mas se estas valem por alguma coisa, foi esta com que fiquei.

Agora só posso desejar que o indivíduo tenha outros atributos que tenham ficado mais ocultos durante este primeiro contacto que levou quase duas horas para terminar. Pois já com o pé na rua, o rapaz ainda voltava atrás para falar mais um pouco. E parte das coisas que diz, eu não entendo. O seu inglês não é perfeito e das outras três línguas que disse falar - alemão, francês e português, não conseguiu juntar uma frase.

Portuguesinha, ruiva e linda (lol)
a antecipar o desespero dos tempos que estão para vir



sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Curiosidades das visualizações do youtube



Há coisa de dois anos deixei de ter listados a maioria dos videos que havia disponibilizado no youtube porque prezo a minha privacidade e segurança. 

Ao decidir deixar comentários noutros vídeos (tudo o que vejo praticamente comento) sabia que ia ficar exposta a ataques e assim decidi me preservar um pouco ao tornar menos visível os vídeos publicados no passado. 

É muito comum outros comentadores irem ao teu perfil para extrair informação pessoal com a qual te possam atacar e amedrontar. É cyber bulling.  

Portanto privatizei a maioria dos vídeos. Em particular os que deixavam adivinhar a minha nacionalidade. Acho que no youtube todos devemos ser cidadãos do mundo e não de um país em particular. A menos que se deseje revelar, penso que é informação privada. 

Não os privatizei totalmente. Permiti a permanência de uma série americana legendada em português, o que de certa forma denuncia a minha nacionalidade. Mas não achei grave. Podia ter legendas portuguesas mas não iam todos adivinhar de onde... 

Além dessa, deixei uma cena de um filme clássico, a abertura de uma antiga série americana que nunca mais tinha passado na nossa TV e que eu preservei em Beta, outra abertura de uma série de Kung-Fu também encontrada numa cassete Beta e um muito popular excerto de um desenho animado brasileiro

Até hoje pensei que o desenho animado brasileiro de apenas uns minutos era o meu "recordista" de visualizações - porque o povo do brasil é biliões de vezes em maior quantidade que o de portugal e a quantidade de comentários recebidos ao longo dos anos sempre foi uma constante.




Por casualidade hoje acedi à conta e vi os vídeos publicados. Fquei surpresa ao ler 50.000 visualizações na cena do filme clássico. Achei muito! 

Para um vídeo com 9 anos talvez não seja mas... ainda assim, fiquei surpresa. Logo a seguir vejo outro de 81 mil. Oh jesus! Então fiquei mais surpresa. Era o da abertura da série antiga americana. A de Kung Fu tem 54 mil e afinal, a de desenhos animados brasileiros apenas 3,1 mil  (apenas... lol). 


Para meu espanto, os olhos recaem sobre a quantidade de visualizações de uma série de desenhos animados niponicos dobrados em português, vídeo esse que tornei privado há dois anos e que foi publicado um ano depois dos restantes. Esse vídeo tornei privado pois haviam muitos que me contactavam procurando saber se dispunha da série na totalidade e querendo por tudo comprar o que tinha... Pois, pensando nisso talvez não fosse de me surpreender. Mas fiquei surpreendida há mesma: 107 mil visualizações!!!

E dizem que a nostalgia é coisa estúpida, ahahah

Venceu o vídeo português de desenhos animados. Liderando com uma considerável distância.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Supermercado onde criança NÃO ENTRA


Vocês achariam bem se alguém estipulasse que supermercados/hipermercados não são lugares para se levarem crianças?

Olhem, eu acabei de constatar que a ideia agrada-me e faz sentido.
E por isso decidi vir aqui fazer o post.

As minhas razões prendem-se com o que vejo: as crianças saltam por todo o lado, não param quietas. Desde que cheguei ao UK irritam-me mais os adultos nos supermercados do que as crianças. Mas aqui todos transportam crianças e bebés de colo por toda a parte. Bloqueando um corredor inteiro sem estranharem.

O UK só tem bad people
O Reino Unido não aprendeu esta regra.
Os supermercados só têm gente que não a conhece!


desisti de frequentar o supermercado que tem os produtos que mais gosto por causa de não conseguir circular direto. As pessoas param no meio dos corredores para falar, mantendo uma certa distância umas das outras, as crianças brincam com os carros, fazem cambalhotas, dançam, saltam soltas à frente do teu carrinho...

Os que usam as cadeiras electrónicas pensam mesmo
que todos têm de se desviar do seu caminho.

Hoje virei para um corredor e como sempre, espreito antes para ver se posso ir à vontade na direcção que tomei. Estavam duas crianças, uma do lado esquerdo outra ao centro a saltitar e uma mulher que presumi ser a mãe, à direita do corredor, parada a olhar produtos e estava mais perto de mim que as crianças. Então decidi avançar com o carrinho de compras pelo espaço entre a pessoa que estava parada, pois as crianças estavam a saltitar. E nesse instante tão rápido em que avanço com o carrinho, a mulher gira no seu eixo e embate no carrinho. Peço-lhe muita desculpa, senti que se magoou com a roda do carro. Quando já a tinha passado ela diz-me que eu devia ter mais cuidado porque estava a olhar para a esquerda. Ao que lhe respondi que ela é que virou subitamente, lamentei que se tivesse magoado mas tinha visto as crianças e não tinha tido alternativa de passagem.


E é assim: aqui as pessoas não têm a mesma noção de educação pedonal que nós temos em Portugal. Mesmo nos passeios, são capazes de mudar de direcção e vir contra ti ao invés de se desviarem para os cantos para permitir a boa circulação dos transeuntes. Nos supermercados onde estão é onde param. Não encostam o carrinho a um canto como nós fazemos. E são capazes de vir três a avançar na tua direcção, uns ao lado dos outros ocupando todo o corredor, sem um ao menos se meter em fila indiana para que o que vem na direcção oposta possa passar.



É um stress e as pessoas ainda mandam bocas se quiseres andar com o teu carrinho a um ritmo normal. Uma mulher disse ao amigo que haviam "corridas" só porque a ultrapassei após estar uns bons segundos a andar passo-a-passo atrás dela. Não creio que seja «correr» tentar andar a um ritmo normal!



E pronto.
Se calhar sou eu que sou uma azelha...
Mas em Portugal isto acontecia-me menos vezes. Vejo pessoas a desviarem-se quando esticas um braço para alcançar um produto. Vejo empregados a sair do meio do caminho... Aqui bem que podes esperar que se desviem. Eles metem-se mais no caminho e deixam os carrinhos com o stock no meio dos corredores. Um horror.

Há saída da caixa, puxava eu o meu carrinho com compras em linha reta pelo percurso desempedido, quando um casal com o seu carrinho parado começa a empurrá-lo horizontalmente para o centro do corredor. Aí tive de dizer: "Cuidado à esquerda!". Porque eles não se apercebem que ali é uma zona de circulação e não devem bloqueá-la!!



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Koreia do Norte por norte coreanos e trump

Deixo-vos esta pérola.




Tão óbvio.
Uff and puff. 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Pés e pernas sobre um fundo azul


Já começou.
E já enjoa.

A quantidade de fotos de pés e pernas com unhas pintadas ou por pintar, com pêlos cutâneos ou sem, com ou sem tatuagens já começou a invadir o meu facebook como uma praga enjoativa.

Sim, chegou o meio de Agosto...

Blhac!








segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Calona, muito calona!

Hoje um outro potencial inquilino veio ver o quarto que vai vagar no final do mês.

A «nova inquilina» vai passar a ser a terceira inquilina. 
E ela tem sido uma decepção.

Não faz a ponta de um corno. Só usa a casa como se fosse um hotel.
Não limpa o forno depois de o deixar sujo.
Não varre umas quaisquer migalhas que tenha deixado cair.
Enche os caixotes de lixo com lixo que acumula no quarto. Mas não os despeja.
Não faz a limpeza!

Que raio. Na vez que lhe coube, primeiro «fingiu» não ter dado conta. No mês seguinte lá limpou - mal, mas eu celebrei o gesto. (ver post). Passado outro mês simplesmente escreveu uma data no calendário dando a limpeza como feita - quando não mexeu uma palha!

Depois foi o que já aqui relatei... 

Aspirou e despejou cestos. Mais nada.

Outro mês passou e amanhã é o último dia que tem para limpar no prazo que lhe cabe. Como a seguir é a semana do que está ausente,  ainda lhe dou esse prazo. Mas sinceramente... tudo nela é pouco motivador.

Está fechada no quarto quase o dia todo. Tenta não deixar os outros perceber se está em casa ou não. Ontem nem sei se entrou ou se já cá estava... Só dei por ela quando tossiu. E ao descer as escadas, deparo-me com isto: 


Papelada que o carteiro atirou para dentro de casa. E eu fiquei naquela... será que a terceira ao entrar em casa não viu isto?? 

De madrugada saí eu para o emprego e, cheia de pressa, simplesmente passei por cima dos ditos. Também o fiz por querer perceber se a calona seria capaz do gesto de vergar a coluna para os apanhar. Já que até é a vez dela de limpar a casa e só lhe ficava bem... não é?

Pois quando regressei às 18h, encontrei a imagem acima.
Não tocou num único papel.
Mas decerto teve de sair de casa... ou já não trabalha??
No mínimo teve de descer as escadas para ir à cozinha comer. E ao ver os papéis no chão não foi capaz de apanhar um!!

Se quando cheguei ela já estava em casa ou fora, até agora não sei. Mas julgo que estava dentro, pois ouvi a porta do quarto abrir, ela descer e depois subir as escadas, após escutar uma batida à porta. Se estava fez-se de morta.... como um rato. É muita imaturidade e infantilidade para mim a esta altura do campeonato. Isso e os oreos... Só imaturidade. A míuda do andar de baixo é capaz de ter a mesma idade que a terceira, mas é muito mais mulher, adulta e responsável. Nem tem comparação.

O pior é que não foi capaz de apanhar as cartas do chão mas para recolher uma encomenda do carteiro à porta... foi a voar!

E a sala?  Coloca amiúde o estendal em frente da TV... e faz duas semanas que depositou roupa por toda a sala - inclusive mesa e cadeiras e não há meio de a recolher! Aquilo parece um armazém de entulho.


Estou muito pouco optimista e creio que a minha intuição inicial estava cheia de razão. 
Calona. Indiscutivelmente calona.

Eu jamais escolheria para morar cá uma miúda que não sei porque razão saiu da casa onde estava... Cá para mim saiu escorraçada por outras da sua idade que não suportaram a sua inércia e descaramento. 

domingo, 13 de agosto de 2017

Coisas (só) de HOMEM



Só não usam o berbequim para fazer um furo nas orelhas porque... Enfim. 

Ainda não arranjaram como.




sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Achei as Oreos!


Foram parar ao intestino grosso da «nova inquilina».
Todos os três pacotes.

Sim, foi ela que se «servi das bolachas, sem dar cavaco.
E sempre lá ia quando me via a sair de casa.

Cheguei a duvidar da minha sanidade mental. 
Preferi acreditar que as tinha colocado noutro lugar, ou que haviam caído ao chão do que pensar que foi por acção de alguém que tinham desaparecido. Até ponderei ter em casa um fantasma obcecado por bolachas Oreo.


Quando ontem de tarde dei por falta de um pacote das de chocolate, convenci-me que tinha sido eu que o comi aquando a compra, uma semana antes. Mas horas depois, quando vou para me servir de um produto que guardo na despensa, dou por falta do pacote de Oreos brancas. Oh diabo! Será que me confundi? E elas nunca estiveram ali?? Será que as meti noutro lugar??

Revirei tudo, até fiquei com insónia tal era a confusão que aquilo me fazia.
Pelo sim, pelo não, não fossem elas ter caído ao chão e alguém as ter apanhado, coloquei um bilhete no frigorífico oferecendo uma guloseima que havia comprado e a perguntar se alguém havia visto as minhas oreos. 

E como sou de fotografar tudo, tirei uma foto ao pacote que restou - o de morango, só para provar que não estava a dar em doida.

Na manhã seguinte abro a despensa e olho o frigorífico: o meu recado continua ali, nenhuma mensagem me foi deixada. O pacote Oreos de morango continua lá. Saio novamente de casa por volta do meio-dia e regresso duas horas depois.

Quando vou abrir a despensa para tirar algo, noto que o pacote de Oreos Morango desapareceu.

-"Alguém está a pregar-me uma partida!" - disse eu.
Ao mesmo tempo voltei a pensar se não estava a perder o juízo e não seria o caso de ter retirado o pacote do lugar e não recordar... Estava a ficar preocupada. 

E como havia trocado algumas palavras fazia segundos com a rapariga do andar de baixo, fui bater-lhe à porta. Perguntei-lhe se me estava a pregar uma partida ao me fazer desaparecer os pacotes de Oreos. 

Mostrei-lhe a despensa, garanti-lhe que havia deixado ali um pacote, brinquei que deviamos ter um fantasma que só gosta de Oreos... e mostrei-lhe a fotografia que tirei quando achei que podia estar a dar em doida sem saber... 

Como eu esperava, ela não tocou em nada e até brincou se eu não seria sonâmbula com uma predilecção por Oreos...

A situação estava a fazer-me confusão e eu não gosto de acusar ninguém sem ter certeza. Mas só restava uma opção... E foi a rapariga do andar de baixo que o disse:
-"Pergunta à nova inquilina".
-"É o que vou fazer" - respondi.

Depois de almoçar, subi ao andar de cima e bati na porta do quarto da moça. Ela pareceu hesitante. Em falar e em abrir a porta. Perguntei-lhe pelas Oreos e ela respondeu que foi ela que tirou. Aliviada expliquei-lhe que julguei estar doida, porque podia jurar que as tinha ali mas ao mesmo tempo já estava a duvidar de mim mesma...

Fui muito simpática e não fiz nenhum alarve conflituoso por ela ir propositadamente tirar da despensa que só eu uso um pacote de bolachas não uma, mas duas vezes (pensei eu) e sempre em alturas em que me via fora de casa, sendo que podia tê-lo feito quando eu cá estava e pedir-mas ou contar-me que não resistiu e se serviu das mesmas.

Mas não o fez. Calou-se. Vive fechada no quarto e por vezes eu sei que só sai de lá se eu sair por umas horas de casa. E cada vez que virei as costas, era um pacote que desaparecia. Ela agiu como um rato matreiro, continuou a servir-se despreocupadamente não uma, não duas, mas três vezes. Sem deixar um recado, sem dar cavaco. 

Da forma como tudo se esclareceu, a rapariga do andar de baixo acabou por ser testemunha do ocorrido. Não deu grande importância mas, com ela, acabei por deixá-la entender que achei a atitude da outra um pouco estranha. Mas não desenvolvi. A minha aversão em falar negativamente de alguém por vezes prejudica-me. Já escrever é mais fácil... e por vezes tudo o que não é falado é escrito em dose massiva.

Adiante: no fundo não fiquei aborrecida. Mas ao mesmo tempo tem um outro lado meu que me alerta... para ter cuidado. Porque quem hoje espera que te ausentes para ir se servir de algo teu... amanhã pode fazer o mesmo, só que não se vai tratar de Oreos...

Ela acabou por admitir que as tirou mas só porque eu a confrontei com o desaparecimento das mesmas. Devia ter sido ela a ter a iniciativa, principalmente depois de escutar a conversa que tive com a outra, a aproximar-se e a dizer que se havia servido das bolachas. Mas não o fez. E ia continuar sem o fazer, mantendo-se fechada no quarto com as minhas embalagens vazias lá dentro, enquanto eu as procurava freneticamente cá fora, achando que podia estar mal da cabeça. 

Para suavizar a sua atitude, respondeu-me que pretendia repor as bolachas sem que eu desse conta... Mas se o pretendia, levou o seu tempo. Principalmente depois de ver o meu recado, logo pela manhã. Não foi o suficiente para a motivar a fazer a reposição. Ao contrário: foi servir-se do último pacote!!

No final da tarde, ela desceu as escadas sem dizer "olá" a nós as duas, que estavamos ali mesmo a conversar, e saiu. Menos de 20 minutos depois entrou novamente em casa. Quando eu desci e entrei na cozinha, tinha três pacotes de òreos deixados em cima da bancada. Com um bilhete onde ela desenhou um smile...

Soube tirá-los debaixo dos paezinhos e servir-se um a um... e não soube arrumá-los no sítio?
Bom, mas isso é o de menos...

Eu já havia decidido que só queria solucionar o mistério, não fazia questão que ela me devolvesse as bolachas. Comeu-as. Pronto. Não precisava de as repor. Eu ofereço-lhas. Nem são as minhas favoritas. Comprei-as porque estavam em promoção e pretendia triturá-las e misturar a um gelado. 

O meu espanto contudo, não havia terminado. Pois como expliquei, convenci-me que havia comido o pacote das de chocolate - o primeiro que dei pela falta. Mas ao ver em cima da bancada três pacotes, percebi que não tinha sido eu a comer essas bolachas, mas ela!

Que ousadia!
Ou que descaramento.


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Alguém viu as minhas Oreos?


Hoje quando cheguei do supermercado fui colocar os pacotes de sementes de sésamo e os pãezinhos junto com os das bolachas oreo. Quando para meu espanto, ao invés de lá estarem três embalagens - que foi a quantidade que comprei a semana passada no dia de folga - estavam só DUAS. As de morango e as normais. As de recheio com chocolate tinham desaparecido.


Fiz um esforço enorme para me lembrar se tinha aberto o pacote para as comer no próprio dia em que as comprei. E convenci-me que foi isso mesmo que aconteceu. 

Entretanto subo para o quarto com mais dois pacotes de bolachas que tinha comprado hoje. Servem para serem «devoraradas» aquando aquelas crises de apetite noturnas ou matinais (em que não nos apetece ir à cozinha). E dá sempre jeito ter umas já na mochila, que é para quando estou no emprego não me faltar o que comer quando faço uma pausa.


Meti-as na mochila e quando cheguei ao quarto, tirei-as da mochila. 
Depois ligo o computador, retiro umas imagens que fotografei do dia de chuva de hoje (que era para ser o post de agora mas vai ser adiado) e adormeço. Adormeço do imenso cansaço que tenho acumulado do trabalho.

Acordei já passava das 20h. Quando desci à cozinha e abri a despensa onde só eu guardo mantimentos (o resto é tachos do rapaz que cá não está e tralhas diversas), para alcançar os pãezinhos, quando reparo que debaixo destes não estão as óreo normais.



Fico aparvalhada. Como que a duvidar de mim mesma. A duvidar do que os meus olhos viram e a minha percepção sabe. Fazia instantes elas estavam ali. Tinha a certeza! Poderia EU tê-las agarrado junto com os outros pacotes e trazido-as cá para cima? Podia jurar que não... Mas se calhar, talvez, mesmo não as querendo e tendo-as comprado para levar para uma viagem que vou fazer daqui a um mês, talvez tenha agarrado nelas. Talvez até tenham caído no chão. Ou talvez as tenha deixado fora da despensa. Mesmo que as embalagens tenham sido colocadas de lado, atrás de uns fransquinhos de compota e por baixo dos pãezinhos de sésamo. Talvez... tenham rebolado e caído? Até isso levei em consideração, mesmo que todos os 12 frascos de compota que impediam que tal acontecesse continuassem ali.


Eu quis acreditar que EU tinha sido a responsável pelo desaparecimento do pacote de bolachas. Porque caso contrário, alguém cá em casa achou-se no direito de se «servir» de algo alheio. 

E isso é muito mau.


Costumo partilhar coisas que tenho mas que não vou usar ou estão quase a expirar, deixando-as em locais onde todos podem ver e com um bilhetinho a os convidar a se servirem. Foi assim com o bolo-de-rei que recebi no Natal, embora ninguém o tivesse provado.

Foi assim com os donuts que comprei em demasia, com as baguetes de pão que comprei em embalagem de três, foi assim com o ketchup e maionese que quase nunca uso... Coloquei à disposição, com um bilhete.

Agora se alguém se sentiu no direito de usar o que não coloquei à disposição, indo propositamente abrir uma porta que dá acesso a uma despensa onde não existe nada que outros sem ser eu possa desejar... Isso incomoda-me.

E estou abismada e a tentar me convencer que estou errada até agora.
Porque não quero acreditar.
Não quero.

Não é pelo pacote de bolachas que estava guardado para não ser consumido. É pelo significado do gesto.


Para ser honesta, tudo começou há dois dias, quando reparei que alguém havia tirado UMA LIBRA do pequeno prato onde ficam uns trocos do dinheiro que costumavamos colocar de lado para as compras em comum da casa. Existiam seis libras e uns trocos, passaram a cinco.


Aquilo intrigou-me um pouco, porque antes disso percebi que alguém havia tirado o prato de cima do micro-ondas e o colocado na bancada. Sem nenhum motivo ou necessidade. Quase que tive para o voltar a meter no lugar, mas abstive-me de lhe tocar, não fosse a pessoa que o movimentou achar nisso algo estranho. Então o prato ficou ali um dia até que no outro, voltou misteriosamente ao lugar. Mas nem sequer olhei para a quantidade de moedas lá deixadas.


Foi só por casualidade na noite seguinte, que pelo brilho da luz do teto nas mesmas reparei no número ímpar de moedas. Via sempre pares e agora estava ali algo estranho... eram ímpares. Foi então que dei conta. Mas mais uma vez, tentei convencer-me que estava errada e que nunca haviam ali estado seis libras nos últimos quatro ou cinco meses. Talvez tenha me enganado


Ao mesmo tempo fiquei indignada porque só três pessoas estão a viver cá em casa. Eu não toquei nas moedas. Tenho total confiança na rapariga do andar de baixo, pois também ela nunca mexeu no dinheiro e foi sempre das primeiras a meter qualquer quantia ali, sem dar grande importância em pagar algo do próprio bolso. 


Resta-me apenas uma suspeita... 
Que encaixa no perfil.



Mas não quero acreditar.

Porque de todas as pessoas na casa que podem tirar aquelas moedas dali e fazer o que quiserem com elas, a única que moralmente não o pode fazer é a «nova inquilina». Porque não contribuiu com nenhum cêntimo ali. Quando ela chegou - já faz talvez três meses - já não estávamos a dar continuidade à «tradição» de meter os trocos de lado para a compra de detergentes e afins. O papel higiénico passou a ser «cada um traz o seu» ao invés de ser partilhado. E daí os trocos não precisaram ser usados, pois pequenas coisas como sacos de plástico para o lixo, cada um compra quando disso fosse necessário. 

Então as moedas acabaram por ficar ali, tal como outros cêntimos estão «abandonados» sabe-se lá por quem na sala. Já lá estavam quando eu cheguei, por isso não lhes toquei. E se calhar ninguém toca porque quem os deixou ali não mora mais cá.

Seja como for...

Onde estão as minhas óreos?
Estou desejosa de ser a responsável pelo seu desaparecimento! Mas já vasculhei tudo. Abri a mochila cinco vezes, apalpei tudo. Desviei o edredon da cama, levantei-o, olhei debaixo do colchão, olhei de lado, olhei debaixo da cómoda, dentro de sacos, debaixo da roupa deixada no caldeirão... 


Como que, por magia ou acção fatasmagórica, o pacote de óreos fosse desaparecer da despensa para aparecer aqui. É que ainda por cima lembrei-me que meti o pacote de pãezinhos em cima das óreos. Por isso, para terem desaparecido, se não fui eu, foi alguém intencionalmente. Pois sabia onde o encontrar e teve de levantar os pãezinhos para alcançar o pacote, sem derrubar nenhum dos 12 frasquinhos de compota. 

Ainda estou pasma!
Ainda estou a procurar aqui no quarto, enquanto escrevo isto...

Em todo o caso, decidi colocar à disposição dos moradores da casa mais uma guloseima que comprei mas que não apreciei por aí além. Aproveitei o meu ato corriqueiro para, no bilhete que escrevi, deixar uma nota onde pergunto: "Alguém viu as minhas óreos"? 

Espero sinceramente que alguém aproveite a oportunidade que lhes estou a dar. 
Porque não estou doida... 
Mas se coisas assim continuarem a acontecer, vou ficar.
E vou deixar de achar esta casa segura.
Os quartos não têm fechadura - excepção para o quarto do "lord", que está de férias e certamente o deixou trancado à chave.

Qualquer porta aqui de casa abre-se se alguém girar a maçaneta. E isso deixa-me insegura caso se comprove que alguém anda a fazer «pequenos furtos». Tenho o quarto cheio de moedas. De início preocupei-me em deixá-las soltas mas com o tempo despreocupei-me e deixo-as em cima da cómoda e na beira do estrado da cama. Como as coleciono, até comprei um album para as colocar. Sò que este não serve para todas e vou comprar mais. Entretanto deixo-as soltas, num quarto destrancado, junto com todos os meus pertences e, ocasionalmente, passaporte. 

Mas acho que vou continuar a ser rigorosa com a minha documentação e esta vai ter de andar comigo sempre. Podem roubar-me dinheiro, roupa, malas e computadores. Mas documentos não.


A rapariga do andar de baixo está de saída. O que lamento, pois era em quem mais confiava e a mais descomplicada das criaturas. Resta-me uma rapariga que ainda não ganhou a minha confiança e que, agora, está em risco de não a obter e o rapaz que, quando chegar, vai regressar a colocação de «defeitos» nas coisas feitas pelos outros.

A rapariga que ainda não ganhou totalmente a minha confiança passa muito tempo em casa. Escutei-a à semanas a dizer a alguém ao telefone que não tinha dinheiro para sair, não ganhava o suficiente e que não estava satisfeita com o tipo de trabalho que tem, embora adorasse as pessoas. Confessou que abusou nas noitadas, que ficava bêbada em todas as saídas e que, nisso, gastava todo o seu dinheiro. Entre outros desabafos de fracassos amorosos, escutei isto porque dá para ouvir conversas de quarto para quarto - a voz tem essa capacidade. Depois ela desceu para o andar de baixo e deixei de escutar seja o que fosse. Isto aconteceu dias depois de eu estranhar o fato dela estar tantas vezes em casa e após ter descoberto as beatas no jardim e tê-la «apanhado» a tentar fingir que limpou a casa quando de facto não o fez.

Ou seja: isto aconteceu há quase um mês! Porque a vez de ser ela a limpar já chegou novamente...
E vou aguardar, para ver como a preguiçosa vai decidir agir. Se como uma adulta responsável ou como uma adolescente inconsequente. 

A «nova inquilina» vai perder o posto para o/a próximo que vier. E eu só espero que essa pessoa seja alguém decente e que cumpra três requisitos essenciais: Entre logo com dinheiro para a conta da luz e gás, limpe bem a casa quando chegar a sua vez e seja silencioso durante todo o dia. 




quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O ramo de flores que me deram o mês passado


Era para ir para o lixo.
Mas ao invés de as deitarem fora, os rapazes da loja que as vende ofereceram-mas. 


E talvez por as saber que iam ser descartadas, gostei de impedir que tivessem esse destino. 



Pensei que não iam durar mais que um dia. Mas ia valer a pena, por apenas um dia, tê-las a embelezar a casa. 

Talvez por gratidão ao cruel destino que lhes estava reservado, as flores continuam lindas e resplandecentes, frente a uma janela solarenga. Como que a agradecer.







sábado, 5 de agosto de 2017

Novidades Laborais - como rebuçado


O bully está de saída.

O motivo da sua saída ainda não está bem esclarecido. Mas, claro, tem tudo a ver com a quantidade de vezes que se meteu em sarilhos

E agora está um doce comigo. Mas ponham doce nisso. Está até enjoativo de tão doce.


Para terem uma ideia da mudança radical do indivíduo, este costumava dar-me encontrões e de imediato falava agressivamente: "sai-me daqui!". Agora, mal me roça, sai-se com um "desculpa". Também aproveita qualquer oportunidade para «ensinar-me» coisas... esquecendo que recusou-se a explicar-me seja o que fosse quando a ele recorri, no início da minha formação. Além disso os modos mudaram. Subitamente aprendeu a falar com jeitinho, o que não soube fazer durante 9 meses como «chefe». Mas não me engana. Pode vestir a pele de cordeiro que quiser, sei que é uma capa de faz-de-conta. Mal chega um stress ou outro e todo o seu verdadeiro ser volta ao de cima com facilidade. Por mais que disfarce.

Não entendo uma coisa e é aí que vocês podem ajudar a elucidar-me. 
Como é que uma pessoa pode ser tão malévola, mesquinha, má, perseguir-te o tempo todo, infernizar-te a existência durante 9h diárias para depois, porque se «deu mal» com outros, tentar ter-te nas suas boas-graças??


Alguém sabe explicar-me?


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Após os impostos


Espero que isto do Brexit não venha estragar-me a vida. Porque se há coisa que neste país se faz em boa quantia é Pagar Impostos.

Estava a precisar ganhar mais ao final do mês. Mas isso pode implicar uma mudança de impostos, o que implica também mais descontos. Este é o país em que é preciso fazer contas. Porque até arranjar dois empregos pode ser menos vantajoso do que ter só um - se o que se ganhar num for o equivalente ao que depois se paga em impostos!

Por mês pago 450 de renda - o que é pouco para a área. Tenho o passe dos transportes - 70. E em impostos é também 70 - mas por semana, o que totaliza 280 por mês. Tudo somado, se não fizer despesas de outro género (como comida, lol) gastos fixos são de 850 libras. 



Não ganho muito mas certamente que estou melhor do que conseguiria ganhar em portugal, fora da minha área. 

Dito isto, hoje fiquei a saber que não vou conseguir abrir uma poupança porque não preencho os requisitos necessários. Ou seja, não ganho dinheiro suficiente ao final do mês.


Quando se medem as coisas pela batuta inglesa já não soa tão bem...

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Viver sozinho...


Implica deixar de usar estes pacotes de manteiga.



E passar a comprar destes:


Nem faz sentido o contrário. 
É desperdício.

sábado, 29 de julho de 2017

10 questões ao gosto do freguês


Aqui ficam umas perguntas para serem vocês a responder: 

1. Mcflurry ou Sunday?
2. Corneto ou Magnum?
3. Olá ou Nestlé?
4. Cone ou copo?
5. Topping ou sem topping?
6. Fragoleto ou Santini?
7. Marca Branca ou Carte D'Or?
8. Água ou leite?
9. Morango e chocolate ou baunilha e nata?
10. Sobre o quê vos estou a questionar??

terça-feira, 25 de julho de 2017

OK - o que é que está mal aqui??



Um incêndio de largas proporções deflagrou na Riviera Francesa. A notícia veio «anexada» à evacuação da atriz Joan Collins - que tem casa em Sain Tropez e daí o «gancho» para atrair leitores. Porém o corpo da notícia que li no site do Mirror centra-se no incêndio em si e não apenas no tweet que a celebridade fez a propósito. 

E é então que me deparei com isto.


Tradução: As autoridades locais informam que existem bombeiros feridos e UM está hospitalizado mas não existem notícias de mortes, ao contrário de fogos similares que mataram dezenas noutros locais a sudoeste da Europa, nomeadamente PORTUGAL

Portugal...
Mencionado como o EXEMPLO do país europeu com mais notoriedade sobre fatalidades durante incêndios. E isso é triste, muito triste. Por todo o corpo da notícia pode ler-se constantemente "Nenhuma morte". O incêndio é de proporções gigantes, consumiu já hectares de floresta, é na Riviera Francesa, uma zona cheia de iates de mansões, o forte vento pode tornar a sua extinção bem mais difícil e no entanto, continuo a ler "Nenhuma fatalidade", "nenhuma morte". Nem de bombeiros, nem de cidadãos anónimos, nem de celebridades, nem sequer de animais (foram evacuados cavalos, lol). 

NENHUMA MORTE



Se de facto um incêndio de grandes proporções num local paradisíaco pode consumir vegetação em larga escala SEM CAUSAR FATALIDADES, então realmente algo de muito errado acontece em Portugal. 

Os incêndios podem existir. Existem. São talvez incontornáveis. 
Mas as fatalidades?? 


Portugal INCAPAZ de prevenção.
INCAPAZ de intervenção imediata.

Incapaz de impedir A MORTE num cenário dantesco.

Mas se FRANÇA pode, porque não pode PORTUGAL??

O QUE ESTÁ MAL??

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Nem a propósito - mochila abandonada


Hoje encontrava-me no emprego quando ponderei se devia ou não fazer este post.
Ao chegar a casa e ao deparar-me com esta notícia, decidi que sim.

A notícia refere-se a um fato que ainda estava a decorrer no momento em que a li - pelo que supus. Foi encontrada uma mochila abandonada no Terreiro do Paço, em Lisboa. Uma equipa de Minas e Armadilhas foi chamada ao local. E um perímetro foi criado em torno da estátua equestre que se encontra no centro da praça. 

Imagem da intervenção policial
Ora, devo dizer a este respeito que fico muito contente por ver que nós, em Portugal, levamos este assunto a sério, sem no entanto, fazer disso um alarido de sete cabeças. Quantos de nós, ao ver um saco abandonado, simplesmente não ignora ou decide investigar para ver o que é, caso seja algo importante, para devolver a quem possa estar à procura?

Pois. Mas não deviamos. Porque, em caso de acção criminosa, algo terrível pode acontecer. Geralmente, o resultado é a nossa morte. 

Hoje no emprego, alguém também esqueceu de levar uma mochila. Esta tinha desenhos infantis - dava ares de ser de adolescente, mas por isso mesmo é preciso extra cuidado. Porque tudo o que é bandido tem um sentido de humor cruel. Bom, mas detalhe dos bonecos à parte, foi-me dito para vigiar a mochila - sem contudo lhe colocar as mãos. Chamou-se a segurança, reservou-se o local para que ninguém se aproximasse. E depois surgiu o segurança que, sem tocar na mochila lhe apontou uma luz azul em tudo o que era direcção. Talvez para se certificar da ausência de aparelhos electrónicos ou explosivos. 

O resto do procedimento já não assisti. Afastei-me, just in case Ahahahha (mentira, aproveitei para ir aos lavabos).

O que quero vos passar com isto é que aqui no UK - país muito alvo de atentados, a postura que eles têm é já esta de ter o máximo de cuidado com tudo o que é esquecido para trás... Tudo é potencialmente explosivo. 

Ao mesmo tempo que isso reconforta por transmitir maior segurança, também entristece, por reforçar e deixar tão claro que a nossa liberdade está mais frágil e os medos são outros. 

Eu prefiro o modo português - vês um saco, espreitas o que tem dentro, ao inglês - «não lhe toques porque pode ser um explosivo!». 

Mas a vida está a mudar...
Times are changing...






sexta-feira, 21 de julho de 2017

Alívio e felicidade


... Por a «nova» inquilina ter ido buscar o aspirador e ter limpo a casa!
Disse-me a rapariga do andar de baixo que a outra pediu desculpa. Justificou que pretendia limpar a casa na data que colocou no calendário... Mas não o fez, nem nesse dia, nem nos dois dias seguintes.

Só digo uma coisa: chegar do trabalho, abrir a porta de casa e ter percebido de imediato que o chão foi aspirado foi uma sensação muito agradável, que me deixou feliz. Gostei de regressar para um espaço cuidado, ao invés de um imundo. Não há necessidade disso e como tal o meu coração encheu-se de alegria. Não sei porquê, mas hoje intuí que o dia ia ser positivo e ia passar sem percalços. Assim foi, a pesar de ter tudo para não ser.

Claro que reparei de imediato que a limpeza foi muito limitada. Foi mais para «inglês ver». Mas não me importei! Um chão aspirado, pelo menos, já me deixa contente. Ela só aspirou a casa (WC, corredor, cozinha) e passou um pano nas bancadas da cozinha.

O que ela não fez? Não lavou o chão, nem dos WCs nem da cozinha. pois as manchas coloridas ainda permaneciam no linóleo, o balde e esfregona permaneciam na mesma posição invulgar com os mesmos detritos no interior, assim como alguns detritos de terra e cales de frutos vindos da porta que dá acesso ao quintal estão no fundo do corredor do chão da cozinha. Sinal de que ela saiu lá para fora e trouxe os detritos com ela. No quintal, o pote de vidro com beatas desapareceu, só ficaram duas no chão. Mas nem me importei. Nadinha. Também despejou os cestos dos WC e da cozinha, mas tirando isso, não lavou o lavabo, que ainda tinha o mesmo cabelo de uns dias atrás no mesmo sítio e estava cheio de pequenas florzinhas trazidas pelo vento. A banheira também não foi limpa, pois o tom rosado misterioso que aparece no cromado ainda lá está. No fundo, limpar, limpar... aspirou. 


Mas não me importa nada!!

E ainda bem que anotei dois pontos de interrogação no lugar onde ela anotou que havia feito a limpeza. Porque se não o tivesse feito, talvez ela tentasse escapar com uma limpeza... virtual.



E eu que já me preparava parar fazer uma também! 



Ao lado dos pontos de interrogação desenhei uma cara sorridente. E espero que daqui a diante tudo entre nos eixos sem quaisquer aberturas para confusões. :) 

Ai que bom quando não nos complicam a vida quando não há necessidade para tal. Basta cumprir pequenos gestos que não custam tanto assim... e todos convivem em harmonia e confraternização. A vida já se complica por ela mesma - outros ajudam - porque havemos nós de facilitar?



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Coisas que me causam impressão - 02


A limpeza VIRTUAL da «nova» inquilina.
Ainda me faz espécie.


Faz dois dias que estou de folga e ela, pelo que percebi, também está. 
Fica enfiada no quarto o tempo todo, só saindo da toca para meter os «corninhos» ao sol quando me sabe mais ocupada ou ausente.


Hoje saí de casa por volta da hora de almoço mais por a saber dentro do quarto e provavelmente a desejar sair sem encontrar ninguém. Por imaginar que gostaria de ter uns momentos para si... saí, para que, se desejasse, fosse almoçar tranquilamente à cozinha. Então almocei primeiro e saí de seguida.

Faço isso amiúde, sou assim. 


Saí e fui ver a grande «superfície comercial» da zona... Um local sem quaisquer atrativos, no máximo mantinha 10 lojas das quais quase todas também existem no centro da cidade. Foi aqui que voltei a ver o «futuro» do consumismo. E é este:


Uma loja onde estão sempre a dizer-me para ir toda a vez que penso em comprar um qualquer electrodoméstico dizem: Vai à Argus!

Só que a argus é um espaço físico para compras virtuais. O que as lojas Argus têm são catálogos. Vejam só a grossura dos mesmos nas fotos em baixo!! E com fotografias muito pequeninas dos artigos, sem grandes descrições.

Ora, se eu quisesse uma loja virtual, não me deslocava fisicamente a uma. Ficava em casa, sossegadinha, em frente ao meu computador, que ia dar no mesmo. Melhor ainda: ia encontrar outros sites a vender o mesmo produto, mas com valores mais baixos.

Tirei estas fotos para mostrar a tristeza do que nos espera no futuro do consumismo. Esta «loja» de fato tem de TUDO. São infinitos os artigos - desde sofás, a telemóveis, a... joalharia. Mas na foto de cima podem ver que existe um balcão, com três empregados. Então temos uma mega-estrutura que disponibiliza infinitos equipamentos e emprega um número reduzido de pessoas.

O cliente chega e é logo confrontado, ao centro da loja, com três ou mais «caixas multibanco» que permitem o pagamento imediato. Ao lado estão as mesas com os computadores onde o cliente antes de pagar, pode achar o que quer e a facilidade do pagamento é imediato e sem intervenção humana com um vendedor.

Faz-me impressão onde recai a escolha para o uso do VIRTUAL.


Nos filmes futuristas, o virtual é usado para o «bem», para criar cenários virtuais de natureza e deslumbrar o humano. Ou para lhe criar uma companhia com quem pode interagir e dialogar. Não me parece que seja essa a utilização real que o mundo virtual vai trazer para o real. 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Coisas que me causam impressão - 01


Cada vez que estou a lavar as mãos num WC público e vejo pelo espelho pessoas a entrarem umas atrás das outras diretas para os cubículos, por vezes murmuro: «porcas».

O que é que me causa impressão? - Não lavarem as mãos ANTES de tocarem e usufruirem das instalações sanitárias!!


Isto irrita-me.
As pessoas julgam-se limpas mas são porcas.
Trabalho num local movimentado e nunca que vi alguém entrar no WC e lavar as mãos antes de usar a sanita.

De que adianta lavar as mãos à saída?
Por acaso sujaram-nas com mijo?
Usaram-nas para se limparem atrás??


Entram com as mãos sujas, tocam numa porta e numa maçaneta de WC com essas mãos, puxam o rolo de papel higiénico com essas mãos já cheias de micróbios e depois, com esse papel contaminado, limpam-se nas partes íntimas.

A seguir, lavam as mãos...

Para quê??
Já espalharam os micróbios onde não deviam!




PS: Isto ainda vai ser um blogue à parte. Aguardem. Ass. Groselha

terça-feira, 18 de julho de 2017

Limpeza Virtual


Ontem, dia 17, notei que a nova inquilina tinha marcado no calendário a data em que fez a limpeza à casa: dia 18 de Julho. Sim, dia 17 ela anotou como realizada, a limpeza. Mas feita numa data futura. Ora eu, intrigada, na brincadeira coloquei um ponto de interrogação ao lado. 

Será que ela decidiu indicar que ia fazer a limpeza no dia seguinte? - pensei eu, quiçá ingenuamente. 

Depois comecei a pensar e a chegar à conclusão de que, se calhar, ela teve a audácia de dar a casa como limpa, sem ter mexido um dedo nesse sentido!! 

Sim, porque assim que entrei pela porta, antes mesmo de ter dado com a nota no calendário, o que os meus olhos notaram foi a sujidade na carpete. Pequenos pontos negros por toda a parte - que até pareciam ter aumentado em numero.



Desiludida, verifiquei que as bancadas da cozinha estavam cheias de migalhas e marcas, o chão sujo, o fogão também sujo de restos de cozinhados. Nenhum cesto de lixo da casa-de-banho foi despejado e a banheira voltou a ter aquele tom rosado no cromado. Nem se via limpeza, nem cheirava a limpeza. Então, como podia ela ter anotado, com a caneta que mal escreve, que tinha LIMPO A CASA???


É o quê? Uma limpeza virtual??


A única coisa que notei foi que os caixotes da cozinha, para o lixo doméstico e o da reciclagem, tinham sido esvaziados. Mas dali a minutos chegou a casa a outra colega (a do andar de baixo) e, sem meter conversa a respeito do assunto que me estava a perturbar, é ela que me diz que despejou os sacos de lixo. Na véspera bem a vi a colocar os contentores lá fora, à entrada da porta, de forma a poderem ser coletados pelos homens do lixo. 

Então que conclusão pode-se tirar? A outra não fez nada!!
Mas teve a ousadia de anotar que tinha feito, tsc, tsc, tsc-

A única coisa que reparei que foi ela que fez foi o aproveitar que o cesto do lixo doméstico tinha sido esvaziado para lá colocar um saco preto cheio de lixo que trouxe do quarto dela. Um pequeno rasgão no frágil confirmou a suspeita. 

Outra coisa que notei que ela fez em termos de limpeza foi lavar a roupa dela e estender pelo quintal. Que, já é um quintal com ar abandonado e pouco convidativo a ficar. Por isso é que, na véspera, estive a arrancar ervas, a cortar ramos a ensacar os desperdícios e a tornar o jardim mais apetecível. Se eu soubesse que no dia a seguir o meu esforço ia servir para ela lá ir sentar-se numa cadeira para fumar - tendo já uma quantidade considerável de beatas enfiadas num frasco de vidro - talvez pensasse duas vezes antes de ter tomado a iniciativa.



Afinal, ninguém nunca lá põe os pés...  Até o momento em que fica mais composto lol. Porque o andei a arranjar. Mas irem lá limpar, isso é que não... 

A única coisa com que ela contribui na casa e no jardim é no transporte de terra e sujidade de fora para dentro de casa. Nesse dia notou-se no chão um aumento considerável de porcaria, proveniente do quintal e isso só é possível se uma pessoa entrar e sair sem prestar muita atenção ao que traz agarrado à sola dos sapatos.



O próximo a limpar devia ser o rapaz - mas ele ausentou-se de férias. Logo a seguir, sou eu. Estou a pensar seguir o exemplo da «nova» inquilina e também fazer uma limpeza virtual. O problema é que, até lá - daqui a 2 semanas, a porcaria que esta casa vai ganhar deve meter medo ao susto.

E depois quem vai ter de limpar de verdade é a que se segue - a rapariga de baixo. Com quem me dou muito bem e com quem converso lindamente. Infelizmente ela contou-me há umas semanas, que vai embora. Não só da casa, mas do país. Continua a trabalhar no mesmo mas pediu transferência para a sua terra natal, onde vai alugar uma casa e morar sozinha. 

Ontem ela avisou a senhoria que vai sair, dando assim o tempo necessário e exigido no contrato para se encontrar um NOVO inquilino.

Sinto um tanto de tristeza por perder uma pessoa que considero de valor - despreocupada mas cumpridora sem grandes conflitos dos seus deveres na limpeza. Capaz de pagar do próprio bolso algum produto que todos precisem (meteu lâmpadas na casa quando estas fundiram, comprou, assim como eu, papel higiénico várias vezes, depois deste acabar e é quase sempre a primeira a meter o dinheiro para as contas). E simpática. Sem manias.

Por outro lado, sei que ela vai estar melhor e isso deixa-me feliz por ela.

Noutro dia ouvi a «nova» inquilina a entrar acompanhada de um colega ao qual mostrou a casa, dizendo que era muito boa. Mostrou-lhe o quarto (o tal que aqui chamam de box - caixote) e disse-lhe que era muito bom, bem melhor que o dele. Concordo (mesmo sem conhecer o «dele») porque quando eu vi aquele quarto vazio gostei muito dele - mais do que do meu. Imaginei-me contente e mais produtiva naquele espaço pequeno do que no meu amplo quarto. Mas eu tento ser minimalista e ela chegou com tanto saco... que até hoje estão no chão, ao invés de terem encontrado um armário ou prateleira para estar. 


Ocorreu-me que ela talvez já soubesse que a outra ia desocupar o quarto e já estivesse a estudar a possibilidade de meter um amigo cá dentro. Não sou a favor de amigos a dividir uma casa partilhada com desconhecidos, porque quase sempre os dois acham-se mais «donos» do espaço e geralmente unem-se numa qualquer questão divergente. 

Pormenor da esquina do barracão com
a cerca do quintal. 

O que esta casa tem de bom não é o espaço, não é a temperatura, não é a qualidade - pois está quase a cair de podre e parece nunca ter sofrido obras de restauração. O que ela tem de bom é a localização e em segundo lugar, a tranquilidade. Se uma razão é puramente geográfica, a segunda deve-se ao tipo de pessoas que cá moram. Ou ao tipo de pessoa que predomina e estabeleceu «as regras» que outros apanham ao chegar. E esse segundo fator pode mudar sem mais nem menos. O que seria muito mau. As pessoas que cá estão a morar não fazem barulho algum. Falam-se, cumprimentam-se mas é cada qual para o seu lado, sem barulhos, sem música alta, sem conversas ao telefone aos gritos, sem muito alarido.



E isso, posso bem dizer, é muito, mas muito bom.

Qualquer pessoa que venha a seguir, é bom que goste do mesmo. E goste de limpar a casa - mas de verdade!! 



domingo, 16 de julho de 2017

Indecisão DECIDIDA


Faz semanas que o meu espírito sente-se atormentado. Tenho de tomar uma decisão. 



Estou a tentar decidir de vez se fico ou me despeço do emprego. 
No título escrevi "Indecisão decidida" porque no fundo sei o que queria. 
Mas não sei se é uma decisão que deva tomar já, nos parâmetros em que me encontro.

Tenho receio de escolher a opção errada e depois ter de lidar com as amargas consequências.

E de amargura, principalmente deste género, já eu tive dose para matar leões.


Só há UM MOTIVO para querer ir embora dali: aquela pessoa. 

O tal indivíduo que me faz bulling. É simplesmente impossível trabalhar com ele. Ninguém gosta, muitos se queixam... e nada acontece. Só que eu não gosto mesmo, mesmo. Sei que sem a sua presença seja qual for o contratempo que possa surgir, sempre posso chegar ao final do dia de trabalho feliz, a sentir contentamento e satisfação. Mas com a presença dele sei que ocorre o oposto. Cada minuto, cada segundo, é de tormento. Porque ele faz questão disso. 

Então a minha indecisão é esta. Devo demitir-me sem ter nada à vista e esperar que surja outra coisa - porque pode surgir - e depois sujeitar-me a essa coisa, a gostar ou não gostar, a encontrar outro sacana por outras bandas, a ganhar menos dinheiro...

Só tenho aguentado até agora porque as vezes que tenho trabalhado diretamente sobre as ordens desta pessoa têm sido diminutas. E mesmo dessas vezes, é muito desagradável. Mas talvez aguentasse, se soubesse que não teria de o suportar dias e semanas inteiras. Só que agora essa eventualidade parece-me que está garantida. Mudaram os horários e na próxima semana (a começar a meio desta) vou estar todos os meus 5 dias a trabalhar com ele como supervisor!! 

Mais de 9h por dia. Quando por vezes ele não espera nem um fôlego de segundo para começar a implicar e a irritar. Está sempre a meter defeitos no trabalho alheio, a querer mostrar-se um grande administrador, a tratar os empregados como se fosse o presidente da Coreia do Norte. Enfim, não gosto do indivíduo, não gosto da voz rachada que tem, dos berros de feirante que dá, das asneiras que sempre diz, do mau inglês soupinha-de-massa que pronuncia. 


Tudo isso é um tormento para o meu espírito pacífico e sinceramente, coma idade que tenho, ouso sentir que tenho direito a querer estar em paz no meu local de trabalho. É uma espécie de regalia que procuro aqui.

Sei o que gostava de fazer: gostava de mudar para outro emprego.
Mas não tenho nenhum em vista. Nem encontro nada diferente, ou dentro do mesmo género, que seja para melhor - em termos de trabalho e de remuneração. 

Gostava de mudar sim, mas para um mais interessante e melhor remunerado. 
Mudar sem rumo, arriscando...

Será? Este foi um risco. Tudo é um risco.
Mas quantos riscos posso eu tomar?
Tenho casa para pagar, vivo num outro país...
Dar-me ao "luxo" de me desempregar... Ainda que consiga outro emprego... 

Estou tão bem onde me encontro. Sei o trabalho quase todo de cor, mas ao mesmo tempo ainda estou a aprender. O que é maravilhoso. Sinto-me BEM naquele ambiente. Mas isso só é possível na ausência do crápula. E o que é pior é que estou a tentar trocar de turno com outra pessoa. Mas nunca ninguém aceita trocar comigo. Basta verem o nome dele ali... e ninguém aceita.